Uma nova pesquisa de intenção de voto para o Senado no Distrito Federal mostra Michelle Bolsonaro na liderança da disputa, à frente de nomes conhecidos da política local. O levantamento, feito pelo instituto Quaest, traz um panorama importante para quem quer entender como está o cenário eleitoral na capital federal a poucos meses das eleições de 2026 onde Michelle Bolsonaro lidera Senado com 26%.
Michelle Bolsonaro aparece na frente
De acordo com os dados divulgados, Michelle Bolsonaro, filiada ao PL, soma 26% das intenções de voto entre os eleitores do Distrito Federal. O número considera a soma da primeira e da segunda opção de voto apontada pelos entrevistados, metodologia usada pela Quaest para captar de forma mais ampla as preferências do eleitorado.
Esse percentual coloca Michelle numa posição de destaque em relação aos demais candidatos ao Senado pelo DF, mostrando uma vantagem considerável sobre a segunda colocada no levantamento.
Quem disputa a segunda vaga
Enquanto a primeira posição parece mais consolidada, a briga pela segunda vaga ao Senado está bem mais acirrada. Leila do Vôlei, do PDT, aparece em segundo lugar, com 17% das intenções de voto. Logo atrás vem Erika Kokay, do PT, com 13%, seguida por Bia Kicis, também do PL, com 11%.
Aqui entra um detalhe técnico importante: como a pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, essas três candidatas estão, na prática, tecnicamente empatadas na disputa pela segunda cadeira no Senado. Ou seja, ainda não é possível cravar quem ficará em segundo lugar, já que a diferença entre elas pode ser anulada dentro da margem de erro estatística.
Os demais candidatos na disputa
Além dos quatro nomes mais citados, outros candidatos também disputam uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal, mas com percentuais bem menores. Sebastião Coelho, do partido Novo, aparece com 2% das intenções de voto. Professor Guilherme Amorim, do UP, e Ronaldo Fonseca, do PSD, têm 1% cada um.
Os demais candidatos registraram 0% no levantamento: Zanata (PSTU), Tiago (Agir), Guto Felício dos Santos (PSDB), Marley (Avante), Avenir Rosa (Democrata) e David Horn (PCO).
Vale destacar que uma parcela significativa dos entrevistados ainda não definiu seu voto ou optou por não responder. O grupo de eleitores que declarou voto em branco, nulo ou que afirmou que não vai votar soma 13%. Já os indecisos representam 16% do total de entrevistados, um número que pode ainda influenciar o resultado final da disputa, especialmente na briga pela segunda vaga.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento da Quaest ouviu 1.104 eleitores no Distrito Federal entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A pesquisa tem margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%, parâmetros estatísticos que garantem a confiabilidade dos dados apresentados.
O estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob os números BR-04442/2026 e DF-01987/2026, conforme exige a legislação eleitoral brasileira para divulgação de pesquisas durante o período de campanha. O custo da pesquisa foi de R$ 128.064, valor pago pela emissora Globo, que encomendou o levantamento. É importante mencionar que nem a empresa responsável pela pesquisa nem o Grupo Globo disponibilizaram a íntegra do documento ao público.
Por que esse tipo de pesquisa importa
Pesquisas de intenção de voto como essa são ferramentas fundamentais para entender o comportamento do eleitorado antes das eleições. Elas ajudam a mapear tendências, mostrar como os candidatos estão sendo percebidos pela população e, muitas vezes, influenciam estratégias de campanha nos meses que antecedem a votação.
No caso do Distrito Federal, a disputa pelo Senado ganha ainda mais relevância porque envolve nomes com bastante exposição midiática e histórico político consolidado, como é o caso de Michelle Bolsonaro, Erika Kokay e Bia Kicis, além de Leila do Vôlei, que também construiu reconhecimento público ao longo dos anos.
Para o eleitor, acompanhar esse tipo de levantamento é uma forma de entender melhor o cenário político local e as possíveis configurações que o Senado pode ter após as eleições de 2026.
O que esperar até a eleição
Com a disputa pela segunda vaga ainda em aberto e um número considerável de eleitores indecisos, é provável que o cenário eleitoral no Distrito Federal continue mudando nas próximas semanas. Novas pesquisas devem ser divulgadas ao longo do processo eleitoral, permitindo acompanhar se Michelle Bolsonaro mantém a liderança e como as demais candidatas se posicionam na briga pela segunda cadeira.
Por enquanto, o que fica claro é que, apesar da vantagem de Michelle Bolsonaro na primeira colocação, a eleição para o Senado no DF promete ser bastante disputada até o fim, especialmente entre Leila do Vôlei, Erika Kokay e Bia Kicis, que seguem tecnicamente empatadas na briga pela segunda vaga.

